Oposição não quer apressar a votação da CPMF

A oposição rejeita a idéia da redução dos prazos de tramitação, no Senado, da emenda que prorroga até 2011 a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Sem a concordância do PSDB e do DEM (ex-PFL), o senador Tião Viana (PT-AC), que está interinamente na presidência do Senado, não poderá formalizar o acordo de redução dos prazos. Assim, a tramitação da emenda deverá seguir o rito convencional, sem atender aos apelos do governo e do PT, que querem acelerar a votação da proposta na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).O líder do DEM, senador José Agripino (RN), afirmou hoje que não aceitará nenhum acordo e deixará isso claro na reunião de líderes convocada por Tião Viana para hoje. Agripino disse que, na Câmara, o governo se curvou ao deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que só apresentou o relatório na CCJ depois que o governo aceitou seu pleito de nomear Luiz Paulo Conde para a presidência da estatal Furnas Centrais Elétricas. "Agora, querem pressa no Senado?", perguntou Agripino. "Alguém tem que falar pela parcela da sociedade que não quer mais CPMF."Segundo Agripino, não há hipótese de o PSDB fechar um acordo com o governo. O líder do PSDB, senador Arthur Virgílio (AM), tem feito críticas à forma como o ministro da Fazenda, Guido Mantega, conduziu a CPMF na Câmara. "O governo se negou a negociar e atropelou a oposição", afirmou Agripino.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.