Oposição não fechou acordo sobre ACM Júnior para presidir CPI

PSDB e DEM, terão uma dura batalha pela frente para tentar emplacar um nome da oposição na presidência

Leonardo Goy, da Agência Estado,

19 de maio de 2009 | 19h48

O PSDB e o DEM ainda não fecharam o acordo em torno da indicação do senador Antônio Carlos Magalhães Júnior (DEM-BA) para presidir a CPI da Petrobras. A informação é de um senador do PSDB, que preferiu não se identificar. Segundo esse mesmo senador, no entanto, a tendência é de que os dois principais partidos da oposição fechem acordo em torno do nome de ACM Júnior.

 

Veja também:

linkPSDB já tem 3 nomes para CPI da Petrobras, diz Virgílio

linkGoverno não monta 'tropa de choque' para CPI, diz Múcio

link'Será uma CPI de defesa da Petrobras', diz líder do PSDB

linkBase descuida e oposição cria CPI da Petrobras

link MP pede investigação à manobra contábil da Petrobras

especialVeja o que será apurado pela CPI da Petrobras

 

O PSDB e o DEM, porém, terão uma dura batalha pela frente para tentar emplacar um nome da oposição na presidência da comissão. Isso porque o governo não dá sinais de que vai abrir mão nem da presidência nem da relatoria da CPI, fazendo-se valer do tamanho da bancada do PMDB e do bloco governista para ficar com os dois cargos chaves.

 

O líder do PT no Senado, Aloizio Mercadante (SP), disse há pouco que, no governo Fernando Henrique Cardoso, o PT não presidiu ou relatou nenhuma CPI. "Esses cargos sempre ficaram com o PFL (antigo nome do DEM), PSDB ou PMDB (que na época integrava a base do governo tucano)", disse.

 

Mercadante também afirmou que como, na sua avaliação, o PSDB rompeu o acordo entre os partidos para criar a CPI na semana passada, o entendimento ficou mais difícil. O líder do PT disse que não deve haver nenhuma definição hoje sobre os nomes a serem indicados para a presidência ou a relatoria.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.