Oposição não dá trégua e quer enquadrar Dilma na Procuradoria

DEM também ameaça entrar com representação contra a ministra na Comissão de Ética do governo

Cida Fontes, de O Estado de S.Paulo

01 de abril de 2008 | 17h39

O presidente do DEM, Rodrigo Maia e o do PSDB, Sérgio Guerra, se reuniram nesta terça-feira, 1, e anunciaram que encaminharão três representações à Procuradoria Geral da República para enquadrar a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, em crimes de responsabilidade pela montagem do dossiê, quebra de sigilo pela divulgação das informações e ameaça à oposição,  uma vez que o dossiê seria um instrumento de intimidação.O DEM também ameaça entrar com representação contra a ministra na Comissão de Ética do governo.  Veja também:PSDB apresenta recurso para convocar Dilma ao SenadoGoverno usa 'rolo compressor' e oposição ameaça com nova CPICPI rejeita pedido para governo divulgar dados sigilososPSDB quer apurar vazamento de dossiê no governoGastos com cartões já somam R$ 9 milhões em 2008CPI pede lista dos titulares que sacaram dinheiro com cartãoCPI terá dados que complicam ministros de Lula e FHCDocumento do TCU não sustenta versão sobre 'banco de dados' CPI dos cartões: quem ganha e quem perde?  Entenda a crise dos cartões corporativos   O líder do DEM, senador José Agripino, que participou da reunião, disse que a oposição vai esgotar todas as alternativas para investigar os fatos e enfrentar o governo que "está tratorando tudo" no Congresso. "A palavra de ordem do governo é a seguinte: se a investigação compromete o governo, então deve passar o trator", disse. E continuou: "Não vamos vender barato". Sergio Guerra, por sua vez, reconhece que as investigações não serão fáceis de ser realizadas "porque o governo não quer quebrar sigilo nenhum". Segundo ele, a mesma estratégia vem sendo usada pela base aliada na CPI que apura irregularidades nas ONGs. "Há um esforço brutal para que as informações não cheguem ao Congresso. O governo não quer expor suas mazelas, suas feridas. E o papel da ministra Dilma Rousseff não é de democrata. Se fosse uma democrata, teria autorizado as investigações."

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