Oposição não aceita "operação-abafa" para salvar Jader

Excluída dos entendimentos da base aliada que resultarão na renúncia do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) à presidência do Senado, a oposição decidiu hoje, no final da tarde, manter a posição de não aceitar qualquer acordo para salvar o mandato de Jader no Conselho de Ética. "A oposição não vai compartilhar de uma operação-abafa para salvar quem quer que seja. Não aceitamos operação-abafa que possa ter sido articulada nos subterrâneos do Palácio do Planalto", afirmou a senadora Heloísa Helena (PT-AL), referindo-se à reunião realizada entre o presidente Fernando Henrique Cardoso e dirigentes da base aliada para avalizar a manutenção do comando do Senado nas mãos do PMDB. O líder do PPS, senador Paulo Hartung (ES), considerou estranha a participação de Fernando Henrique nesse episódio, como também questionou o tratamento diferenciado recebido agora pela oposição. "Em julho, quando Jader Barbalho foi convencido a se licenciar do cargo, PT e PPS tiveram participação ativa nas negociações. Agora, a oposição foi isolada", reclamou Hartung. Na avaliação da senadora Heloísa Helena, a decisão de ontem do Conselho de Ética, de aprovar uma indicação pedindo o veto político à manutenção de Barbalho na presidência da casa, foi fundamental para a decisão de hoje. "Essa decisão levou o Palácio do Planalto e a base governista a compreenderem que a oposição não estava para brincadeira", disse Heloísa, para quem a falta de legitimidade política de Barbalho para presidir o Senado "não vem de agora".

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