Oposição levará ao MPF nova representação contra Lula

Lideranças do PPS, do PSDB e do DEM anunciaram nesta terça-feira (11) novas frentes de atuação para investigar o envolvimento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o escândalo do mensalão, após o depoimento do empresário Marcos Valério prestado à Procuradoria-Geral da República e publicado com exclusividade nesta terça pelo jornal O Estado de S. Paulo. Valério afirmou no depoimento que recursos do mensalão custearam despesas pessoais de Lula e que o ex-presidente deu o aval para que os bancos Rural e BMG tomassem os empréstimos que abasteceram o esquema de compra de apoio político no Congresso.

RICARDO BRITO, Agência Estado

11 de dezembro de 2012 | 18h49

Os partidos apresentam na quarta-feira (12) uma nova representação contra Lula ao Ministério Público Federal (MPF) para que as acusações sejam investigadas. No dia 6 de novembro, pouco depois do jornal O Estado de S. Paulo ter revelado a existência do depoimento de Valério ao MPF, líderes e parlamentares de partidos de oposição entraram com representação na PGR pedindo a abertura de investigação para apurar a atuação de Lula no mensalão.

Em uma outra frente de ação, a oposição disse que vai pedir ainda ao chefe do MPF que encaminhe a cópia do depoimento de Valério prestado em setembro. Dentro do Senado, os líderes do PSDB e do Democratas disseram que vão protocolar, também na terça, um requerimento de convite para que o empresário preste esclarecimentos na Comissão de Constituição e Justiça da Casa.

"Cabe, sim, ao Ministério Público da União instaurar os procedimentos para a investigação judiciária, a fim de que, se delitos foram praticados, a responsabilização civil e criminal alcance também aqueles que se ausentaram neste primeiro momento do julgamento do Supremo Tribunal Federal", afirmou o líder tucano, senador Alvaro Dias (PSDB-PR), em pronunciamento na tribuna do Senado. "Este é o capítulo a ser escrito, este é o capítulo definitivo do mensalão, a ser escrito agora pelo Ministério Público e Poder Judiciário", completou.

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