Andre Deusek/Estadão
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Oposição confirmou que voto eletrônico é 'muito seguro', afirma Luiz Fux

Ministro do Supremo diz que eleições têm funcionado como sistema atual ao ser questionado sobre a proposta de voto impresso que passou pelo Congresso

Daniela Amorim, Idiana Tomazelli e Mariana Durão, O Estado de S.Paulo

23 Novembro 2015 | 10h58

Rio - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux avalia que o uso de urnas eletrônicas nas eleições nacionais tem sido bem-sucedido e disse que a própria oposição confirmou que o sistema atual "é muito seguro" ao comentar a possível adoção do voto impresso nas eleições. O veto presidencial à medida foi derrubado na última quarta-feira, 18, pelo Congresso e com isso a iniciativa deve começar a valer em 2018.

"As eleições têm funcionado bem com a máquina de votar. Ouvi dizer que isso aumenta muito as despesas", afirmou Fux após participação no Seminário "Reavaliação do Risco Brasil", promovido pelo Centro de Economia Mundial da Fundação Getúlio Vargas (FGV), no Rio de Janeiro. A estimativa do governo é que a impressão custe R$ 1,8 bilhão.

A questão está sendo avaliada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Na semana passada o ministro José Antonio Dias Toffoli, presidente do TSE, declarou considerar o voto impresso "absolutamente desnecessário". 

Fux disse que não estudou a questão a fundo e que o assunto será debatido com Toffoli. O ministro frisou que a urna tem sido considerada segura. "Acabamos de julgar um pedido de auditoria formulado por partidos de oposição e eles mesmos foram uníssonos no sentido de que esse método de votação (voto eletrônico) é muito seguro", disse.

O ministro do STF não quis comentar o pedido de fatiamento da Operação Lava Jato. Segundo revelou o Broadcast Político nesta sexta-feira, 20, a Procuradoria-Geral da República enviou recurso ao Supremo para tentar reverter a medida que desmembrou as investigações de corrupção na Eletronuclear e tirou o processo das mãos do juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações penais de primeira instância da Operação. "Eu vou ter que julgar o caso, não posso dar nenhuma opinião a respeito ainda", disse. 

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