Oposição faz reuniões para analisar impeachment no RS

Doze deputados de oposição usaram o artigo do regimento interno da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul (que permite que um terço dos participantes convoquem reuniões) e vão promover cinco sessões da comissão que analisa a admissibilidade do processo de impeachment da governadora Yeda Crusius (PSDB) para ouvir testemunhas e analisar documentos.

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

30 de setembro de 2009 | 20h12

Como estão em maioria, os governistas já indicaram que vão apenas esperar que a relatora Zilá Breitenbach elabore seu parecer pela rejeição do processo proposto pelo Fórum dos Servidores Públicos Estaduais (FSPE) para aprová-lo e encerrar o assunto na semana que vem.

A procuradoria da Assembleia entende que, na inédita analise de admissibilidade do impeachment da governadora, a relatora pode trabalhar sozinha até a apresentação de sua conclusão para análise e votação dos demais integrantes da comissão em sessão única.

Como está em minoria e teme que o presidente da comissão, Pedro Westphalen (PP), que também é líder do governo na Assembleia, e a relatora, que também é presidente do PSDB no Estado, trabalhem pela rejeição imediata do pedido, a oposição vai tentar encontrar evidência de que Yeda sabia, encobriu e se aproveitou da fraude que desviou R$ 44 milhões do Detran para forçar pelo menos parte dos adversários a rever sua posição e admitir que o processo siga para a etapa de instrução.

A primeira reunião, amanhã, será com representantes do Fórum dos Servidores Públicos Estaduais. Depois, no dia 5, os deputados convidarão os integrantes da força-tarefa do Ministério Público Federal que moveram ação de improbidade administrativa na Justiça Federal contra Yeda e outros oito réus. Na sequência, usarão encontros nos dias 6 e 7 para analisar documentos e reservaram uma audiência, no dia 8, para ouvir testemunhas.

A relatora tem prazo até o dia 9 para apresentar seu parecer, mas pode antecipá-lo para qualquer dia da semana que vem.

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