Oposição evita adotar discurso anti-Lula no Rio

Ninguém quer barulho com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha eleitoral deste ano na cidade do Rio de Janeiro. Além dos candidatos a prefeito de sua base no Congresso, que disputam a primazia do apoio do Palácio do Planalto, Lula terá a seu favor o discurso local e moderado de concorrentes apoiados pelo PSDB e pelo DEM sem apetite para se indispor com o eleitorado lulista, sobretudo nas classes populares. Atrás da boa vontade em relação ao presidente da República estão a sua alta popularidade e o investimento da União de mais de R$ 1 bilhão em obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), principalmente em favelas cariocas. O caráter local das eleições é a principal desculpa para ignorar a questão nacional.Até o candidato apoiado pelo PSDB, o deputado Fernando Gabeira (PV), já avisou que, se eleito, pretende ter uma postura de ?cooperação total? com os governos federal e estadual, mesmo com a disposição belicosa dos aliados tucanos em relação a Lula no Congresso. Quem mais andou na direção contrária ao Planalto foi o ex-petista Chico Alencar, do PSOL, que se declara da ?oposição de esquerda?, mas só chega ao ponto de ?exigir respeito? do governo federal, ?em nome dos 6 milhões de habitantes do Rio?, e promete diálogo.A expressão ?oposição a Lula? virou palavrão para os políticos que disputarão o Palácio da Cidade, talvez também porque o presidente não poderá se reeleger em 2010 ou por conta do tamanho da derrota que em 2006 deixou atarantados e sem discurso os partidos de oposição. ?Parece-me que há um cálculo estratégico?, diz o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social (IBPS). ?As pessoas avaliam muito bem a parceria de Lula com o governador Sérgio Cabral Filho (PMDB), que trouxe investimentos federais. Os candidatos não querem dar a impressão de que vão quebrar esse clima. É uma parceria inédita no Rio.? As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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