Oposição está ameaçada e coagida com Renan, diz relatora

Marisa Serrano volta a defender o afastamento do senador até que as investigações estejam concluídas

13 de agosto de 2007 | 14h46

A senadora Marisa Serrano (PSDB) disse nesta segunda-feira que a oposição sente-se ameaçada e coagida com a permanência do presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) no cargo, segundo informações da rádio CBN.   Veja também: Cronologia do caso Renan     Veja especial sobre o caso Renan    Uma dos três relatores da primeira representação contra Renan, Marisa lembrou do episódio em que o senador discutiu da tribuna com o líder do DEM José Agripino, na semana passada, e disse que será difícil "votar com um presidente do Senado assim". É claro que vamos conseguir aprovar, votar, mas fica difícil com essas ameaças e com o presidente no cargo.   Ela se referiu à aprovação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre a Movimentação Financeira (CPMF) votação da Movimentação Financeira (CPMF) até 2011, que deve garantir esse ano cerca de R$ 36 bilhões de arrecadação ao governo.   Marisa Serrano participou do seminário "Um Novo Modelo de Gestão Pública para o Brasil", com lideranças tucanas, em Belo Horizonte.   Caso Renan   Renan é alvo de processo no Conselho de Ética após denúncias de que ele teria despesas pessoais pagas por um lobisto ligado à construtora Mendes Junior. O pagamento seria destinado à jornalista Mônica Veloso, com quem o senador tem uma filha.   Além desta representação, O PSOL pediu na semana passada abertura de processo para investigar se Renan teria favorecido a cervejaria Schincariol em troca de favores e se envolveu com grilagem de terra em Alagoas.   O DEM  decidiu  entrar com representação no conselho contra Renan, mas desta vez pela denúncia de que ele teria comprado duas emissoras de rádio em Alagoas utilizando-se de "laranjas".

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