Oposição entra com mais ação contra Taniguchi

Os candidatos de oposição ao prefeito de Curitiba, Cassio Taniguchi (PFL), nas eleições do ano passado, ingressaram hoje com outra ação na 1ª Zona Eleitoral de Curitiba pedindo "apuração da verdade no que toca a regularidade das contas da coligação "Movimento Curitiba Sempre com Você, Cassio Taniguchi e Beto Richa (vice-prefeito)" e das contas do Partido da Frente Liberal". Outras cinco ações já estão tramitando nos Ministérios Públicos Federal e Estadual e na Justiça Eleitoral, além de um pedido de investigação na Receita Federal.A coligação é acusada de não ter declarado ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE) cerca de R$ 30 milhões, que teriam sido gastos na campanha. A denúncia baseia-se em cópias de um livro-caixa, recibos e cheques. Ao TRE a coligação declarou ter gasto pouco mais de R$ 3,1 milhões. "Pelas notícias veiculadas, houve pressão na vontade dos eleitores, com abuso do poder econômico" disse o ex-candidato do PT, Ângelo Vanhoni. Também assinam a ação os ex-candidatos do PMDB, Maurício Requião, e do PSDB, Luiz Forte Neto, e dirigentes municipais do PT, PPS, PMDB e PDT.O promotor da 1ª Zona Eleitoral, Valclir Natalino da Silva, deve protocolar amanhã (14) recurso contra a decisão do juiz Espedito Reis do Amaral, que aprovou as contas da coligação liderada pelo PFL, mesmo depois de as denúncias terem vindo a público. Segundo o promotor, um embargo de declaração protocolado ontem pelo PT, que pede a modificação da sentença, precisa ser examinado pelo juiz. "Como vou recorrer se já há um recurso pendente?" O PT entende que a diplomação de Taniguchi seria nula, em razão de a prestação de contas estar baseada em "documentação não totalmente verdadeira". Mas, segundo Vanhoni, a maior preocupação é com a investigação. "A perda de mandato pode ser decorrência disso", afirmou. De acordo com ele, a impugnação da diplomação pode ser motivo de uma ação posterior à apuração dos fatos.O advogado de Taniguchi, José Cid Campêlo, reafirmou que as fotocópias apresentadas até agora na imprensa, sem autenticação e com papéis unilaterais, "nada representam". Segundo ele, os exames grafotécnicos poderão dizer quando e como foram feitos os documentos, desde que apareçam os originais. Ainda de acordo com ele, os prazos para recursos são estipulados pela Constituição Federal em 15 dias após a diplomação, que já venceu. "Estamos absolutamente tranqüilos", afirmou.O vereador do PT, André Passos, repetiu que o partido já tem as 12 assinaturas necessárias para a instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), mas os oposicionistas aguardam o melhor "momento político" para protocolar o pedido. Antes, eles pretendem fazer uma campanha popular, para que os eleitores forcem todos os vereadores a tomarem uma posição.

Agencia Estado,

13 de novembro de 2001 | 21h16

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