Oposição e base não chegam a acordo sobre reforma tributária

Intenção dos governistas é votar a proposta já na terça-feira, no entanto, enfrentam a resistência da oposição

Agência Brasil

26 de novembro de 2008 | 16h12

Líderes da oposição e da base aliada do governo vão continuar negociando, até a próxima terça-feira, na busca de um entendimento para votação da  reforma tributária no Plenário da Câmara. Reunidos nesta quarta-feira, 26, eles marcaram uma nova reunião para avançar nos acordos.   Veja Também:    Veja os principais pontos da reforma tributária  Leia a íntegra da proposta que tramita na Câmara    A intenção dos aliados do governo é votar a proposta já na terça-feira. No entanto, enfrentam a resistência da oposição. O líder do governo, Henrique Fontana (PT-RS), informou que ainda não há acordo com a oposição, mas que a base vai continuar insistindo para votar a matéria na próxima na próxima semana.   O líder do DEM, deputado Antônio Carlos Magalhães Neto (BA), informou que dos 20 pontos mais polêmicos da reforma tributária não se chegou hoje a acordo em torno de nenhum. "Do jeito que está a reforma tributária, é impossível votá-la."   O secretário de Fazenda de São Paulo, Mauro Ricardo, informou que apenas quatro dos 20 pontos foram discutidos hoje. Entre eles, a Contribuição sobre o Lucro Líquido (CLL), a desoneração da folha de pagamento e algumas inconstitucionalidades do Imposto sobre Valor Agregado (IVA).   Ainda de acordo com Mauro Ricardo, São Paulo deve perder cerca de R$ 16 bilhões por ano, caso a reforma seja aprovado como está. "Ficam falando que a culpa por não votar a reforma é do governador José Serra. Mas ele não tem nada a ver com isso. Estamos mostrando as impossibilidades dessa proposta. Trouxemos argumentos técnicos."   O governador do Mato Grosso do Sul, André Puccinelli (PMDB), afirmou que seu estado vai perder quase R$ 150 milhões por mês com a reforma tributária. "O FER (Fundo de Equalização das Receitas) tem R$ 9 bilhões e vai precisar de R$ 25 bilhões. Isso é uma falácia. É como esvaziar o oceano e fazer a montanha crescer", disse o governador, ao contestar a capacidade do FER de cobrir as perdas dos estados.

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