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Oposição diz que vai recorrer de decisão de Maranhão à Câmara e ao STF

Para o líder do PSDB na Casa Legislativa, Antonio Imbassay, decisão de presidente interino 'é um equívoco gravíssimo'

ADRIANO CEOLIN, Ricardo Brito e Igor Gadelha, O Estado de S.Paulo

09 de maio de 2016 | 14h06

BRASÍLIA - O líder do PSDB na Câmara, Antonio Imbassahy (BA), afirmou nesta segunda-feira, 9, que a oposição tomará duas medidas contra a anulação do impeachment da presidente Dilma Rousseff, determinado pelo presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). Imbassahy disse que entrará com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) e um recurso ao plenário da Câmara. “Já estamos redigindo o mandado de segurança”, disse. “Sobre o recurso, ainda vamos decidir”, completou o líder tucano.

Imbassahy afirmou que a decisão de Maranhão “é um equívoco gravíssimo”. “A abertura do processo contra Dilma é um ato jurídico perfeito. Houve uma decisão da Câmara com mais de 360 votos a favor”, disse. Ainda nesta segunda, outros líderes do PSDB vão se reunir para discutir outras alternativas.

O líder do PSB na Câmara, deputado Fernando Filho, também afirmou que vai recorrer ao plenário da Casa e ao STF. Segundo ele, sua assessoria jurídica já está estudando como fará o recurso, para apresentá-lo o mais rápido possível. O parlamentar disse que vai procurar outros líderes de partidos favoráveis ao impeachment para que se juntem no recurso posteriormente.

O presidente do DEM, senador José Agripino Maia (RN), divulgou nota em que critica a decisão de Maranhão. “A matéria remetida da Câmara para o Senado não tem caminho de volta. Trata-se de ato jurídico perfeito e acabado. Inacreditável a audácia dos protagonistas. Não resiste a um mandado de segurança”, disse a manifestação

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