Oposição diz que João Dias mostrou provas e quer convocá-lo antes de perguntar a Orlando

Proposta é ouvir o policial militar João Dias Ferreira na quinta-feira na Câmara

Eduardo Bresciani, do Estdão.com.br

18 de outubro de 2011 | 17h10

Os líderes da oposição na Câmara retornaram à reunião das comissões da Casa que ouvem o ministro Orlando Silva para avisar que não farão qualquer pergunta a ele nesta terça-feira, 18, porque desejam antes uma audiência formal com o policial militar João Dias Ferreira. Segundo o que foi dito pelos deputados, na reunião informal desta tarde o acusador do ministro teria mostrado provas e feito uma descrição rica em detalhes.


“O depoimento dele é estarrecedor. Ele (João Dias) traz detalhes e informações que não constam da imprensa, demonstra existência de provas materiais inegáveis das denúncias, não apenas contra o ministro, mas contra todo o ministério. Isso tem de ser de conhecimento do Brasil”, disse o líder do DEM, ACM Neto (BA).


A proposta da oposição é que um convite das comissões da Câmara seja aprovado nesta quarta-feira, 19, para que João Dias possa comparecer à Casa na quinta-feira, 20. Somente depois disso se ouviria o ministro para prestar esclarecimentos.


“As afirmações de João dias é de uma tal convicção e de uma tal extensão, numa linha do tempo, com nomes, com testemunhas, com provas materiais, que serão apresentadas, que torna imprescindível para a sociedade brasileira”, reforçou o líder do PSDB, Duarte Nogueira (SP).


O líder do PPS, Rubens Bueno, também destacou a gravidade do que a oposição teria ouvido de João Dias e defendeu a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para tratar do caso. Antes, o deputado Vaz de Lima (PSDB-SP), pediu que Orlando Silva assinasse um documento apoiando a realização de uma CPI. O ministro se negou a assinar.


Apesar do pedido, a audiência continua e os líderes da base aliada têm defendido o ministro do Esporte. O líder do PT, Paulo Teixeira (SP), reclamou que Orlando Silva foi “condenado liminarmente” devido à repercussão do caso na imprensa. O líder do PC do B, Osmar Júnior (PI), diz que as comissões da Câmara e uma CPI não concluem investigações, apenas repassam informações para o Ministério Público. "Queremos que vá diretamente para a Polícia Federal e para o Ministério Público".

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