Oposição diz que denúncia sobre Petrobras é 'gravíssima'

Os deputados federais de oposição ao governo classificaram de "gravíssima" a denúncia de contrato superfaturado entre a Petrobras e a Odebrecht, revelada na semana passada pelo Broadcast, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, e cobraram investigação do caso.

RICARDO DELLA COLETTA, Agência Estado

11 de novembro de 2013 | 21h13

"Esse governo tem tido a parceria da ineficiência com a corrupção", afirmou o deputado federal Duarte Nogueira (PSDB-SP). "Com essa gravidade, é importantíssimo que haja investigação", cobrou.

A liderança do PSDB na Câmara dos Deputados informou que vai protocolar pedido de investigação, ao Ministério Público Federal (MPF) e ao Tribunal de Contas da União (TCU), para apuração da responsabilidade dos Conselhos Fiscal e de Administração da Petrobras em relação ao caso. O partido também vai apresentar requerimentos para convidar a presidente da petroleira, Maria das Graças Foster, a explicar o caso em comissões temáticas da Casa.

O Ministério Público que atua no TCU já decidiu que irá ouvir diretores executivos que autorizaram, em 2010, o contrato de US$ 825 milhões da estatal com a Petrobrás.

"Há uma suspeita gravíssima, que envolve um volume milionário na principal empresa pública brasileira", avaliou Nogueira, que preside o diretório estadual do PSDB em São Paulo. "Além da gestão ineficiente, agora (a Petrobrás) está sob a mais larga suspeita de corrupção. É o somatório do ruim com o horrível."

Nomeações políticas

O líder do PPS na Câmara, deputado Rubens Bueno (SP), creditou as denúncias "ao aparelhamento" da empresa pelo governo petista. "Tem relação com o aparelhamento por completo", disse. "A Petrobras deixou de ser uma empresa dirigida por profissionais de alta qualidade e foi entregue."

Rubens Bueno protocolou dois pedidos de informação sobre o caso, um ao Ministério de Minas e Energia e o outro ao TCU. O deputado pede detalhes do contrato sob suspeita de superfaturamento.

Na semana passada, o Broadcast revelou que o contrato, fechado durante a gestão do petista José Sérgio Gabrielli, está sendo investigado por suspeita de superfaturamento. Dentre os pontos do contrato, está o pagamento de R$ 7,2 milhões pelo aluguel de máquinas de xerox e de outros R$ 3,2 milhões pelo aluguel de terreno próprio da companhia. Segundo auditoria interna, grande parte dos itens analisados apresentava indícios de irregularidades. O contrato foi reduzido quase à metade na gestão de Maria das Graças Foster.

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