Oposição diz que continuará obstruindo votações na Câmara

Terminou sem acordo a reunião dos líderes partidários com o presidente da Câmara, deputado Arlindo Chinaglia (PT-SP), para tratar das votações da semana. A oposição disse que manterá a estratégia de obstruir as votações enquanto não houver resposta da Justiça sobre a instalação da CPI do Apagão Aéreo."Vamos transformar a vida do governo em um inferno", anunciou o líder do PFL, deputado Onix Lorenzoni (RS). De acordo com ele, a oposição está "defendendo a democracia". O PFL, o PSDB e o PPS entraram com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar garantir o funcionamento da CPI, barrada pela ação da maioria governista, que conseguiu aprovar um requerimento suspendendo sua instalação.Chinaglia disse que foi informado da obstrução oposicionista e avaliou que a sessão desta terça-feira, 13, será longa. "É uma disputa política e tem legitimidade", disse o presidente da Câmara. "Atinge as votações, mas não as impede. Todo mundo sabe que essa é uma maneira de fazer política, é da democracia."A própria oposição admite que não consegue reunir mais do que 140 votos e, portanto, usará de recursos regimentais para atrasar as votações. Os governistas estão dispostos a garantir as votações atropelando a minoria. Chinaglia disse que o primeiro ponto da pauta que pretende pôr em votação nesta terça-feira é a MP 346, que abre crédito para a extinção da Rede Ferroviária Federal. A MP será a primeira medida do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) a ser votada.Sessão do CCJOs partidos de oposição ao governo tentaram obstruir a sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na Câmara, em represália à decisão dos governistas de aprovar, na semana passada, requerimento que impediu a instalação da chamada CPI do Apagão Aéreo e transferiu à CCJ a atribuição de tomar uma decisão a respeito. A pauta da CCJ prevê a votação de dois projetos na área de segurança. Os oposicionistas anunciaram que só vão suspender a obstrução quando o requerimento for analisado pela CCJ. Os dois projetos na pauta desta teça da comissão são o que trata do Regime Disciplinar Diferenciado (RDD) nos presídios e o que amplia o benefício da delação premiada para quem está preso. Para tentar impedir a sessão da CCJ, os oposicionistas usaram como tática o pedido de leitura de toda a ata da sessão da comissão realizada na quinta-feira. (Com Eugênia Lopes)Este texto foi ampliado às 17h09.

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