André Dusek/Estadão
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Oposição diz não querer fazer prejulgamento de Cunha

Tanto PSDB quanto DEM, que atacam as gestões petistas pelos escândalos de corrupção e miram suas críticas na presidente, dizem que se deve esperar se o Supremo Tribunal Federal vai aceitar a denúncia

DAIENE CARDOSO e BERNARDO CARAM, O Estado de S. Paulo

20 de agosto de 2015 | 22h02

Brasília - Líderes dos principais partidos de oposição ao governo Dilma Rousseff na Câmara foram comedidos ao comentar nesta quinta-feira, 20, a denúncia contra o presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a quem a Procuradoria-Geral da República atribui os crimes de corrupção e lavagem de dinheiro por envolvimento em um esquema que desviou US$ 40 milhões em dois contratos de navios-sonda da Petrobrás.

Tanto PSDB quanto DEM, que atacam as gestões petistas pelos escândalos de corrupção e miram suas críticas na presidente, dizem que se deve esperar se o Supremo Tribunal Federal vai aceitar a denúncia antes de definir o destino do peemedebista no atual cargo.

“Não vou fazer prejulgamento nem blindar”, afirmou o líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho (PE). Para ele, é preciso aguardar os desdobramentos da denúncia antes de se discutir um eventual afastamento de Cunha da presidência da Casa e respeitar o direito à ampla defesa. “Ninguém pode ser condenado previamente”, disse Mendonça.

Para o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio (SP), a denúncia é o “início de um processo de apuração e, dessa forma, é preciso aguardar antes de se fazer qualquer julgamento”. “Sempre defendemos o aprofundamento das investigações e o instituto da delação premiada, independente de quem esteja envolvido. Caberá a ele, agora, apresentar a sua defesa e depois disso, o STF irá definir se aceitará ou não a denúncia”, disse o tucano. 

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