Oposição discute mínimo de R$ 220

Líderes da oposição estão reunidos no gabinete da liderança do PC do B na Câmara para discutir as fontes de financiamento para o aumento do salário mínimo para R$ 220,00. A proposta que sair desta reunião será levada para o encontro de líderes, marcado para as 11 horas, na residência oficial do presidente da Câmara, Aécio Neves. O governo propôs o reajuste do mínimo de R$ 180 para R$ 189, mas o relator do Orçamento encontrou fontes de recursos para aumentar o mínimo para R$ 200. A oposição, no entanto, quer que o mínimo aumente para R$ 220.Os deputados que representam os partidos de oposição na Comissão de Orçamento, propõem as seguintes fontes de recursos adicionais para financiar o aumento do mínimo: cerca de R$ 1 bilhão da reestimativa da arrecadação da Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a importação de combustíveis; cerca de R$ 1,2 bilhão provenientes da anulação de gastos com subsídios que não estão explicitados no orçamento. Outros R$ 600 milhões decorrentes da anulação de subsídios aos consumidores de gás, que teriam sido superestimados pelo governo e outros R$ 230 milhões corresponderiam à parte da União na receita da arrecadação do Imposto de Renda Retido na Fonte, relativos aos ganhos financeiros das aplicações dos fundos de pensão. Segundo os líderes da oposição, essa receita não estaria prevista na proposta orçamentária de 2002.O PDT não enviou representante para a reunião da oposição. O líder do PDT na Câmara, Miro Teixeira, está negociando a retirada do orçamento da previsão de receitas, no valor de R$ 1,4 bilhão, com a eventual arrecadação da contribuição previdenciária dos servidores públicos, cuja criação é objeto de proposta de emenda constitucional que está em tramitação na Câmara.

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