Oposição discursa em carro de som do MBL; João Doria é barrado

'Procuramos dar espaço apenas aos políticos que vão votar o impeachment no Congresso. Por isso vetamos vereadores, por exemplo', argumentou Renan Santos,  um dos coordenadores do movimento

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

13 de março de 2016 | 17h37

São Paulo - O apresentador e empresário João Doria, que tenta se viabilizar como candidato do PSDB à prefeitura de São Paulo, foi barrado quando tentou discursar no carro de som do Movimento Brasil Livre, por onde passaram dezenas de políticos. "Procuramos dar espaço apenas aos políticos que vão votar o impeachment no Congresso. Por isso vetamos vereadores, por exemplo ", argumentou Renan Santos,  um dos coordenadores do MBL.

Mais cedo, lideranças de oposição se revezaram ao microfone do Movimento Brasil Livre, consolidando a aproximação dos políticos detentores de mandato e os grupos organizadores dos protestos de rua. É a primeira vez que deputados e senadores participaram do ato do MBL, que nos primeiros protestos rechaçava a participação de políticos.

Discursaram no carro do grupo os deputados Mendonça Filho ( DEM-PE), Ônix Lorenzoni (DEM-RS), Carlos Sampaio (PSDB-SP), Roberto Freire (PPS-PE), Bruno Covas (PSDB-SP), e o senador Ronaldo Caiado ( DEM-MT), entre outros.

O governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves, ambos do PSDB, estiveram no cercado do MBL, mas não subiram no carro de som nem discursaram. Permaneceram no local por cerca de 20 minutos cumprimentando e tirando selfies com manifestantes. Durante o tempo em que permaneceram na manifestação,  receberam aplausos mas também foram hostilizados, Alckmin por causa das denúncias envolvendo a merenda escolar em São Paulo, e Aécio pela citação ao seu nome por delatores da opressão Lava Jato.

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