Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Oposição deverá ser decisiva em eventual segundo turno

Tanto Eduardo Cunha quanto Arlindo Chinaglia negociam o apoio dos oposicionistas numa segunda rodada do pleito

João Domingos e Ricardo Della Coletta, O Estado de S. Paulo

10 de janeiro de 2015 | 18h12

Com 160 deputados eleitos e dividida entre as candidaturas do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), e o deputado Júlio Delgado (PSB-MG), a oposição será o fiel da balança em um eventual segundo turno na disputa pelo comando da Câmara. Para se eleger presidente, o candidato precisa obter 257 votos. 

Cunha tem o apoio oficial do DEM, PSC e Solidariedade que, juntos, somam 59 votos. Delgado conta com os 54 votos do PSDB e os 18 de PPS e PV, além dos 35 do PSB, e apoios variados em partidos da base do governo. 

Se não conseguir avançar sobre outros partidos para melhorar a performance, deverá ficar em terceiro lugar, atrás de Cunha e do petista Arlindo Chinaglia (SP). Este último conta com o apoio do Palácio do Planalto e os votos de seu partido, do PC do B, do PROS e do PSD e tenta arregimentar o apoio do PP, bancada com 37 deputados.

Tanto Cunha quanto Chinaglia, hoje vice-presidente da Câmara, negociam o apoio dos oposicionistas numa segunda rodada do pleito. Cunha deverá concentrar a maioria dos votos da oposição, pois a orientação do presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), é derrotar o governo. Nesse caso, é dado como certo que a maioria absoluta dos tucanos votará no peemedebista num eventual segundo turno. 

Chinaglia espera a ajuda de Delgado e dos 35 votos do PSB na segunda etapa da votação, já que o partido faz oposição independente e se recusa a manter a disputa eleitoral no Congresso Nacional. O próprio Júlio Delgado já disse que não participará de um “terceiro turno da eleição presidencial” e que reconhece a vitória da presidente Dilma Rousseff. 

Compromisso pessoal. O voto das bancadas, no entanto, não será dado em bloco nos candidatos. O compromisso dos deputados geralmente se dá de forma pessoal e não no conjunto da legenda. As defecções são registradas por todos os lados. Os defensores de Chinaglia acreditam que ele perderá para Cunha e Delgado entre cinco e oito votos petistas. Um exemplo é o deputado Gabriel Guimarães (MG), do PT, filho do ex-líder do partido Virgílio Guimarães, que apoia Eduardo Cunha.

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