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'Oposição deve se opor ao governo por mérito, não porque perdeu a eleição', diz Temer

O vice-presidente da República afirmou que a democracia é um regime de contestação e que as regras judiciais pedem que a oposição fiscalize, critique e contrarie para ajudar a governar

Altamiro Silva Junior, correspondente , O Estado de S. Paulo

21 de julho de 2015 | 12h38

Nova York - O vice-presidente da República, Michel Temer, afirmou nesta terça-feira,21, que a oposição no Brasil não pode se opor aos projetos do governo simplesmente porque perdeu a eleição. "Deve opor-se por uma questão de mérito", disse durante palestra para investidores e advogados na Ordem dos Advogados de Nova York. Ele também disse que assumiu a articulação política do governo Dilma Rousseff num momento "levemente complicado".

"Quando a situação propõe os projetos, a oposição está se opondo. Deve opor-se por uma questão de mérito. Não é se opor simplesmente porque, digamos, porque perdeu a eleição", destacou o vice. Temer frisou que não é isso que as regras judiciais pedem. "O sistema jurídico impõe que a oposição fiscalize, critique, observe, contrarie, controverta, precisamente para ajudar a governar", ressaltou, destacando que a democracia é o regime da contestação.

O vice-presidente ressaltou, porém, que não estava fazendo uma crítica à oposição atual do Brasil. "Os que foram oposição hoje foram situação no passado e poderão vir a ser situação no futuro", disse.

Temer destacou logo no início de sua apresentação que assumiu a tarefa da articulação política a pedido da presidente Dilma Rousseff em um momento "levemente complicado" da economia brasileira, por causa de medidas impopulares do ajuste fiscal que teriam que ser discutidas com o Congresso. "Passei a exercitar essa tarefa [da articulação política] com relativa tranquilidade. Passei 24 anos no Parlamento brasileiro, presidi três vezes a Câmara dos Deputados. O meu relacionamento político quase pessoal com os parlamentares é muito significativo", disse.

Temer tem nesta terça-feira seu último dia de agenda oficial na visita a Nova York. Além da apresentação feita na manhã de hoje, o vice-presidente participa de um almoço e reuniões reservadas com empresários dos Estados Unidos que investem no Brasil. Em seguida, tira dias de folga na cidade. 

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