Oposição desiste de obstruir votações na Câmara

Os partidos de oposição decidiram suspender a estratégia de obstruir as votações do plenário da Câmara, a partir de hoje, depois que houve acordo para aprovar o projeto, na comissão especial da Casa, que vai mudar as regras de edição e de tramitação das medidas provisórias. Com isso, o presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP), espera liberar a pauta, trancada por dez MPs e três projetos com urgência, antes dos próximos vinte dias.Além da votação da proposta que muda a tramitação de MPs, condição para a oposição retomar as votações no plenário, o fim da obstrução atende a uma estratégia da oposição de tentar desgastar politicamente o governo com a votação dos projetos aprovados na semana passada pelo Senado que mexem com as aposentadorias e aumenta repasses da União para a área de Saúde. O líder do DEM, Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), já anunciou que assim que a pauta do plenário for liberada, o partido quer votar dois projetos: o que muda a sistemática para o reajuste do valor das aposentadorias e o que trata de recursos para a área da Saúde, a aprovação da chamada regulamentação da emenda 29. As duas propostas têm impacto nos cofres da União.O líder do PPS, Fernando Coruja (SC), já anunciou que está esperando os projetos serem numerados pela Câmara para começar a recolher assinaturas pedindo o regime de urgência para votação dos projetos aprovados pelo Senado, incluindo o que acaba com o fator previdenciário, o mecanismo usado para calcular o valor das aposentadorias pelo INSS, levando em conta o tempo de contribuição do trabalhador, a idade e a expectativa de vida do segurado.O PSDB e o DEM querem discutir mais a proposta que acaba com o fator previdenciário. O mecanismo foi criado no governo no presidente Fernando Henrique Cardoso.Com o fim da obstrução, Chinaglia vai reunir os líderes, na próxima terça-feira, para definir uma pauta de projetos prioritários para serem votados assim que a pauta do plenário for liberada.

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