Oposição decidirá por voto aberto em desfecho do caso Renan

PSDB e DEM pressionam os senadores do conselho; fim do primeiro caso Renan será definido nesta semana

27 de agosto de 2007 | 13h46

O senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado, disse que, se o presidente do Conselho de Ética da Casa, Leomar Quintanilha (PMDB), colocar para o colegiado a decisão da votação do caso Renan Calheiros ser secreta ou aberta, o voto dos tucanos será aberta. A informação foi dada nesta segunda-feira em entrevista concedida à reportagem da Rádio Jovem Pan de São Paulo.   Veja também:  Suspeita de favorecer Renan, secretária corrige depoimento Cronologia do caso Renan       Denúncias contra Renan abrem três frentes de investigação    Veja especial sobre o caso Renan      "Não vejo razão para ser voto secreto. O PSDB não tem o que esconder da nação brasileira", afirmou o parlamentar.   Virgílio disse acreditar que a situação deverá se resolver até o fim desta semana. "Quem está sangrando é o Senado, que precisa arranjar seus mecanismos de autopreservação, de manter o respeito pela sociedade brasileira. Nós, do PSDB, não temos o menor interesse em  ver isso se arrastando. Já demorou muito", lamentou.   O DEM também vai pressionar pelo voto aberto, segundo informação da rádio CBN. Dos 15 senadores que compõe o conselho, quatro são do democratas.   Relatores   Às vésperas da votação da primeira representação contra o presidente do Senado, dois dos três relatores do processo disseram no último sábado que vão trabalhar para que o voto no colegiado seja aberto. Os aliados de Renan iniciaram na semana passada manobras para tentar impor o voto fechado. A avaliação é de que isso reduziria a exposição dos senadores diante da opinião pública e facilitaria a absolvição.   O presidente do Conselho de Ética, Leomar Quintanilha (PMDB-TO), aliado de Renan, é um dos defensores da idéia. "Se no plenário do senado, que é soberano, o voto é fechado, não há razão para ser diferente no conselho", argumentou.   Os relatores do caso Renato Casagrande (PSB-ES) e Marisa Serrano (PSDB-MS) afirmaram ontem que não concordam com o argumento de Quintanilha. "Os relatores são senadores. Se nós temos de revelar o nosso voto por que os outros integrantes do conselho não têm?", questionou Marisa. "O voto tem de ser aberto no conselho. Vou trabalhar para que isso aconteça, mas estou buscando base jurídica para batalhar para que a apreciação dos relatórios não seja fechada", avisou no sábado Casagrande.

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