Marcos de Paula/AE
Marcos de Paula/AE

Oposição critica inaugurações por falta de discurso, diz Lula

Presidente desqualificou ações apresentadas por partidos da oposição ao TSE contra suas viagens pelo País

Agência Brasil,

09 de fevereiro de 2010 | 13h37

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta terça-feira, 9, que as ações dos partidos de oposição ingressadas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra suas viagens para inauguração de obras são um pretexto para a falta de discurso.

 

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"Penso que quando um partido de oposição não tem o que propor e não tem discurso, fica difícil a situação deles, então eles tentam impedir que o outro time jogue. Nossos adversários estão com aquele time mais frágil que tenta parar [o adversário] fazendo falta", disse Lula em entrevista às rádios em Minas Gerais.

 

"Eles não têm como competir e tentar dizer que o presidente está viajando. Eles queriam que eu ficassem em Brasília? Tenho que ver as obras, que é o dinheiro do povo", disse o presidente que nesta terça-feira cumpre agenda com visitas a várias obras nos municípios mineiros de Teófilo Otoni e Governador Valadares.

 

Lula ressaltou que está recuperado da crise de hipertensão sofrida há duas semana e que pretende continuar viajando até o final do seu mandato. O presidente afirmou ainda que não medirá esforços para eleger "sua sucessora".

 

"Vou continuar viajando até o dia 31 de dezembro à meia noite. A partir da meia noite começo a desligar os neurônios e pretendo passar para quem de direito e tenho convicção que vou fazer muita força para eleger minha sucessora. Aí sim, estarei tranquilo e não vou dar palpite porque vou deixar o governo com quem sabe jogar", disse Lula em referência à candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff.

 

Durante a entrevista, Lula ainda falou sobre os investimento que estão sendo feito em saneamento básico. Ele lembrou que a segunda edição do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2) será volta para obras de drenagem e saneamento. "Querermos mudar o Brasil. É preciso entender que cada centavo que for investido na coleta e no tratamento de esgoto, estamos investindo em saúde, porque é menos doença nas cidades."

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