Oposição critica demora no fechamento de texto da CPI

O líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto (SP), afirmou que o período de abrangência das investigações da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPI) será a partir do início da Operação Monte Carlo, deflagrada pela Polícia Federal, em 2009, e que levou à prisão o empresário de jogos de azar Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Tatto afirmou que esse foi o acordo fechado entre os líderes partidários.

DENISE MADUEÑO, Agência Estado

11 de abril de 2012 | 21h12

A demora em fechar o texto provocou suspeita da oposição. "É um texto fantasma. É estranho não termos o conhecimento formal de um texto tão simples", afirmou o líder do PSDB, Bruno Araújo (PE). "O acordo é para investigar tudo que estiver relacionado com Cachoeira. Estão querendo proteger quem? A Delta?", completou Araújo. Tatto afirmou que o texto do requerimento será concluído ainda hoje, para permitir o início do recolhimento das assinaturas. São necessárias as adesões de pelo menos 171 deputados e 27 senadores.

O objeto concreto da investigação - item que precisa estar expresso no texto do requerimento de CPI - será o envolvimento de agentes públicos e agentes privados. "(O objeto de investigação) não pode ser tão amplo que não tenha fim e não pode ser tão restrito que não tenha a amplitude que a CPI exige", afirmou Tatto.

Jilmar Tatto afirmou que a investigação atingirá todos os setores. Ao se referir a "agentes públicos", essa CPI, segundo Tatto, abrangerá integrantes do Executivo, Legislativo, Judiciário e Ministério Público. Ao tratar de agentes privados, estarão incluídas, segundo o petista, as empresas que têm contratos com a administração ou concessão pública. "Entram aí também empresários que operam na ilegalidade e a questão da arapongagem", disse Tatto.

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