Oposição critica criação de TV pública por MP

Lula anunciou ontem aos líderes da base aliada que vai editar medida provisória; Simon vê 'aspecto autoritário'

Lisandra Paraguassú e Rosa Costa, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

03 de outubro de 2007 | 00h00

O governo vai editar no fim da próxima semana a medida provisória que criará a TV Pública. A decisão foi tomada em reunião do presidente Lula com líderes aliados, mas no Congresso já questiona se há urgência que justifique a criação da emissora por meio de MP. "O presidente não tem o direito de fazer isso. É uma grande idéia transformada em ato ridículo, uma TV que vai nascer com aspecto autoritário, de cima para baixo", criticou o senador Pedro Simon (PMDB-RS). Ele questionou se, da forma como será criada, a TV não serviria para fazer propaganda de "São Lula".Com todo o planejamento feito, a TV Brasil deve entrar no ar em 2 de dezembro, com 20 horas de programação diária - 12 horas em rede nacional, 4 de programação regional e mais 4 de produção independente.A proposta foi bem recebida pelos líderes, mas foram pedidas alterações. A principal é o tempo de mandato dos membros do Conselho Curador, que dará as diretrizes da TV e será formado por indicados do presidente. Parlamentares propuseram quatro anos em vez de três, não coincidentes com o mandato do presidente. Segundo o Planalto, a reivindicação "muito provavelmente" será acatada.A apresentação foi feita aos líderes pelo ministro da Comunicação Social, Franklin Martins, e pela futura presidente da TV Pública, Teresa Cruvinel. Lula defendeu o novo órgão, dizendo que a TV pretende manter os "vários sotaques" do País e reforçar o debate.

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