Oposição critica corte nas verbas para o Minha Casa, Minha Vida

Líderes de DEM e PSDB lamentam redução de R$ 5,1 bilhões nos investimentos no programa

Eduardo Bresciani, do estadão.com.br

28 de fevereiro de 2011 | 16h14

Os líderes do DEM e do PSDB na Câmara criticaram o anúncio do governo de um corte de R$ 5,1 bilhões na expectativa de investimentos no programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, uma das bandeiras de campanha da presidente Dilma Rousseff. O governo fez nesta segunda-feira o detalhamento dos cortes de R$ 50 bilhões, que já tinham sido anunciados. O decreto sobre o corte será publicado ainda no Diário Oficial.

 

Veja também:

linkDespesas obrigatórias serão reduzidas em R$ 15,8 bilhões, diz Mantega

 

O argumento do governo para reduzir de R$ 12,7 bilhões para R$ 7,6 bilhões o orçamento do programa é que o Congresso ainda não aprovou a fase dois do programa, alvo de Medida Provisória em tramitação na Câmara. Como MP tem força de lei, porém, o programa poderia continuar a ser executado e só teria algum problema se o Congresso derrubasse a proposta do governo.

 

Para ACM Neto (DEM-BA), o corte no programa habitacional é simbólico. "A presidente começa a descumprir uma das suas promessas de campanha ao cortar o programa Minha Casa, Minha Vida. Este foi um dos principais símbolos da campanha dela".

 

O líder tucano, Duarte Nogueira (SP), criticou o corte no programa e em outras áreas sociais, como repasses para Apaes e para a construção de creches. "É um corte mal feito. Há corte em investimentos e em áreas sociais, o que é lamentável. Tem corte no Minha Casa, Minha Vida, nos recursos para Apaes e nas creches", citou.

 

Ele criticou também os cortes em investimentos. "O corte está acontecendo na expectativa de incapacidade do governo de realizar as ações. O governo está cortando investimentos em um momento no qual teremos um desaquecimento da economia e os investimentos públicos seriam muito necessários".

 

ACM Neto afirma que o corte é decorrência dos gastos realizados pelo governo no período eleitoral. "Esse corte representa o preço que o Brasil está pagando pela eleição da Dilma, pela farra de gastança eleitoral no governo passado, que também era um governo dela. Foram estes excessos que geraram desequilíbrio fiscal", criticou

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.