HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO
HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO

Oposição critica Bolsonaro por deixar reforma agrária e demarcação de terras com Agricultura

Marina Silva (Rede) afirmou que o presidente começou o governo 'da pior forma possível'; Fernando Haddad (PT) e Alessandro Molon (PSB) também fizeram críticas

Daniel Weterman, O Estado de S.Paulo

02 Janeiro 2019 | 14h06

Líderes de oposição ao presidente Jair Bolsonaro criticaram o governo pela decisão de transferir ao Ministério da Agricultura a responsabilidade pela reforma agrária e pela regularização de terras indígenas e áreas remanescentes dos quilombos.

A ex-candidata à Presidência Marina Silva (Rede) afirmou que, com a decisão, Bolsonaro começou o governo "da pior forma possível" e que o novo presidente coloca o País sob atraso. "O governo Bolsonaro oferece ao algoz a oportunidade de ser ainda mais violento contra aqueles que tem sido, ao longo da história, suas maiores vítimas", escreveu Marina em sua conta no Twitter.

Fernando Haddad (PT), candidato ao Planalto derrotado por Bolsonaro no segundo turno da eleição, reagiu à determinação declarando "torcer para dar certo", em mensagem publicada na mesma rede social.

Críticas vieram também de parlamentares. "É como deixar as raposas 'cuidando' do galinheiro", comentou o deputado Alessandro Molon (PSB-RJ), em referência à demarcação de terras. "Primeiras ações de Bolsonaro prejudicam os trabalhadores, os indígenas, os quilombolas, o meio ambiente e acaba com a reforma agrária", declarou o deputado Paulo Teixeira (PT-SP).

A decisão foi tomada por medida provisória após a posse de Bolsonaro. Antes da publicação da MP, a demarcação das terras indígenas cabia à Fundação Nacional do Índio (Funai). Já o trabalho de reforma agrária e as demarcações das áreas dos antigos quilombos eram realizadas pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra).

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