Oposição convidará Carvalho a explicar conduta do presidente do Cade

Deputados querem esclarecimentos sobre o fato de Vinícius Marques de Carvalho ter omitido de currículos oficiais o vínculo com deputado petista que encaminhou denúncias de cartel em SP

Daiene Cardoso - Agência Estado

11 Dezembro 2013 | 13h50

Brasília - A oposição conseguiu aprovar na manhã desta quarta-feira (11) um requerimento convidando o ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, a prestar esclarecimentos na Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Os deputados querem ouvir Carvalho sobre a conduta do presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), Vinícius Marques de Carvalho. O chefe do órgão omitiu em seu currículo oficial ser ligado ao deputado estadual Simão Pedro (PT-SP) quando foi sabatinado pelos senadores para assumir o cargo em 2012.

Vinícius Carvalho trabalhou no gabinete do deputado licenciado Simão Pedro entre 19 de março de 2003 e 29 de janeiro de 2004, conforme revelado pelo Estado em setembro. Na ocasião, o presidente do Cade informou não ter tido intenção de omitir a informação. O gesto lhe custou advertência da Comissão de Ética da Presidência.

Simão Pedro, atual secretário municipal da gestão de Fernando Haddad, encaminhou ao Ministério da Justiça as denúncias da existência de um cartel no sistema metroferroviário de governos do PSDB em São Paulo. Uma das frentes de investigação é realizada pelo Cade, órgão ligado à pasta.

Inicialmente, a oposição pretendia convocar Gilberto Carvalho, mas após acordo entre governo e oposição, a solicitação foi transformada em convite. A expectativa é que o ministro também fale sobre o vazamento de informações da investigação envolvendo tucanos de São Paulo e a formação de cartel de trens metropolitanos.

Romeu Tuma Jr. A oposição também pretendia convidar o ex-secretário Nacional de Justiça, Romeu Tuma Jr., à comparecer na Comissão para explicar a denúncia de que o governo produziu dossiês contra adversários políticos no governo Lula. Após pedido do líder do PMDB, Eduardo Cunha (RJ), a Comissão adiou a discussão do requerimento por cinco sessões do plenário da Casa.

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