Oposição coleta assinaturas para criar CPI da Corrupção

Escândalo no Ministério do Turismo fez lideranças do PSDB, DEM, PPS e PSOL retomarem busca por apoio à investigação de denúncias de corrupção em pastas do governo

Rosa Costa, da Agência Estado

11 de agosto de 2011 | 12h27

BRASÍLIA - Parlamentares da oposição iniciaram nesta quinta-feira, 11, a coleta de assinaturas para criar a "CPI mista da corrupção", encarregada de investigar denúncias de irregularidades em órgãos da administração federal, sobretudo nos ministérios dos Transportes, Cidades, Agricultura, Desenvolvimento Agrário, Trabalho, Turismo, além da Agência Nacional de Petróleo (ANP), Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), Valec, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Ou seja, em todos os órgãos envolvidos em denúncias de fraudes nos últimos meses.

A CPI substituiria a CPI dos Transportes, do Senado, que chegou a ser protocolada, mas não avançou porque o governo conseguiu convencer os senadores João Durval (PDT-BA), pai do prefeito de Salvador, João Henrique, e o suplente Reditario Cassol (PP-RO), pai do senador Ivo Cassol, a retirarem as assinaturas. Com dois nomes a menos, a oposição não atingiu as 27 assinaturas de apoio exigidas pelo regimento da Casa.

Nesta nova tentativa, a oposição vai exibir na internet a adesão dos senadores e deputados. "[Vamos mostrar] quem é que quer a faxina e quem é que quer apenas da boca para fora", informou o presidente do DEM, senador José Agripino (RN). "Os que assinaram querem investigação. Os que não assinaram estão pousando para a plateia", acrescentou. Para o senador, isso não é um mecanismo de pressão, mas "um mecanismo de clareza de procedimento".

São necessárias 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores para viabilizar uma CPI. O requerimento da "CPI da Corrupção" foi fechado na manhã desta quinta, na reunião de deputados e senadores do PSDB, DEM, PPS e PSOL. O documento traz um resumo das ultimas denúncias publicadas na imprensa, o que é chamado pela oposição de "encadeamento de escândalos".

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