Oposição cobra o que FHC não fez em 8 anos, diz peemedebista

O senador Maguito Vilela (PMDB-GO) assumiu a defesa do governo em discurso no plenário, atacou a oposição com críticas sobre sua atuação e apresentou dois projetos de lei para reduzir a carga tributária sobre as micro e pequenas empresas. Ele acusou a oposição de exigir do governo Lula, em pouco mais de um ano, o que a gestão do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso não fez em oito anos. O peemedebista criticou o governo anterior por ter criado o Proer - o programa de recuperação do sistema financeiro - que, segundo ele, "entregou bilhões para os bancos". Vilela acusou ainda a atual oposição de não ter criado a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das Empreiteiras. "Um ano é muito pouco, e por isso é bom lembrar que este governo já fez muito", disse. Ele citou a redução do Risco País e das taxas de juros e o desempenho da agricultura e do setor de exportações. "Em um ano não se corrige tudo", disse o senador, pedindo que os opocionistas tenham calma. "Precisamos de tranqüilidade para levar o país a um destino melhor", concluiu. A redução da carga de impostos para essas empresas é parte da agenda econômica apresentada ontem pelo PMDB em nota oficial. "Precisamos de menos burocracia e menos impostos", sustentou Vilela. Um os projetos apresentados por ele prevê a correção dos valores a serem pagos pelas micro e pequenas empresas no Simples. Pelo projeto, a revisão dos valores passará a ser anual, com base no IGP-DI. A primeira revisão seria retroativa a janeiro de 1999. A falta da correção monetária da tributação aumenta a carga sobre as empresas e faz com que as menores passem para faixas maiores de tributação do Simples, argumenta o senador.Outro projeto apresentado hoje à tarde pelo senador Maguito Vilela (PMDB-GO) amplia o alcance do Simples. A atual legislação impede que empresas de serviços, financeiras e de profissionais liberais sejam beneficiadas pelas regras do Simples. Segundo o senador, a aprovação do projeto permitiria a inclusão de 60 mil empresas de serviços no benefício. "Essas propostas aumentam a justiça tributária", afirmou Vilela.

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