Oposição chama plebiscito de 'manobra diversionista'

Em nota, PSDB, DEM e PPS afirmam que consulta sobre reforma política é para tirar foco das cobranças feitas nas ruas

O Estado de S. Paulo

27 Junho 2013 | 17h01

Os partidos da oposição ao governo Dilma Rousseff, PSDB, PPS e DEM, definiram como "manobra diversionista" a proposta de realizar um plebiscito sobre a reforma política, apresentada pela presidente nesta semana. Em nota divulgada na tarde desta quinta-feira, 27, as siglas afirmam que a presidente colocou o tema em debate para ofuscar as cobranças feitas durante as manifestações.

 

Após os protestos ocorridos nos últimos dias no País, Dilma apresentou como uma das respostas às reivindicações a proposta de fazer mudanças no sistema partidário e eleitoral. Depois da reação contrária à criação de uma assembleia constituinte, a presidente sinalizou que conversaria com os parlamentares, aliados a da oposição, para discutir como realizar o plebiscito. O encontro com as siglas da base aliada foi nesta quinta e com a oposição ainda não há data definida. Segundo informou o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, a reunião "será em breve".

 

Os parlamentares afirmam ainda que vão participar do debate com o governo e apresentar medidas "práticas" e de "curtíssimo prazo" no combate à corrupção e melhorias da saúde e educação. Sobre a reforma, as siglas disseram-se favoráveis à consulta, mas sob referendo, ou seja, quando o eleitor se manifesta contra ou a favor a uma lei já criada.

 

Na nota divulgada nesta tarde, os presidentes das três siglas, Aécio Neves (PSDB), José Agripino (DEM) e Roberto Freire (PPS), afirmam que falta seriedade ao governo para debater a reforma política. "Se tivesse, de fato, desejado tratar com seriedade esta importante matéria, a presidente já teria, nesses dois anos e meio, manifestado à nação a sua proposta para o aperfeiçoamento do sistema partidário, eleitoral e político brasileiro."

 

Para eles, ao propor a consulta, o governo tenta "encobrir a incapacidade" de dar respostas às reivindicações vindas das ruas e tira de foco a discussão dos "problemas reais".

 

 

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