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Oposição busca reunir provas contra Jader

Ainda com dificuldades para comprovar o envolvimento do senador Jader Barbalho (PMDB-PA) em denúncias de corrupção durante o exercício de seu mandato, a oposição está apostando que o presidente licenciado do Senado entre em contradição no depoimento à comissão de investigação do Conselho de Ética, que encerra seus trabalhos no dia 3 de setembro. A estratégia dos líderes oposicionistas, que se reuniram hoje pela manhã, é recolher todas as provas para, já na próxima semana, ouvir o senador na comissão. Para tentar provar que Barbalho mentiu e, consequentemente, transformá-lo em alvo de abertura de processo por quebra de decoro parlamentar pelo Conselho de Ética, os senadores da Comissão terão de concluir a análise dos relatórios do Banco Central (BC) e, se possível, tomar o depoimento do Abrahão Patruni Júnior, considerado peça-chave nas investigações que apontam o senador como beneficiário de recursos do Banco do Estado do Pará (Banpará), à época em que foi governador do Pará. Decididos a acelerar as investigações na próxima semana, os oposicionistas vão pressionar para ouvir Patruni, uma proposta que não tem ainda o apoio do senador Romeu Tuma (PFL-SP), como também para que a comissão consiga a declaração de renda da agropecuária Campo Maior, adquirida por Jader em 1998, ou seja, durante o exercício de seu mandato. Em pronunciamento ontem, o senador disse que, em sua declaração de bens, consta ser sócio quotista da Fazenda Rio Branco Ltda, pessoa jurídica que comprou a Campo Maior. Afirmou tratar-se de um assunto de natureza tributária e fiscal, portanto, sem implicações na questão da quebra do decoro parlamentar. O senador Romeu Tuma disse que poderá pedir ajuda à Receita Federal para checar essas informações, caso não as consiga por meio de outras fontes. "A comissão tem obstáculos legais e, se não conseguirmos, as investigações serão feitas no âmbito do Conselho de Ética com a abertura de processo", afirmou Tuma, coordenador da comissão de investigação. Em relação ao caso Banpará, o mais polêmico, Jader foi cuidadoso no discurso de ontem e não afirmou, explicitamente, ter recebido depósitos de recursos do Banpará em suas contas bancárias. "Por isso, a única forma de confrontá-lo será no depoimento, com base nas provas que a comissão conseguir", afirmou um senador que integra o Conselho de Ética. O senador Romeu Tuma está disposto a solicitar também na próxima semana o depoimento de Aderval Reuter Mota, que vendeu uma fazenda para Jader Barbalho quatro dias depois de ter recebido depósito com cheque administrativo do Banpará.

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