Oposição articula CPI para investigar Yeda

Objetivo é investigar supostas práticas de caixa dois e desvio de recursos na campanha tucana em 2006

Carlos Rollsing,

10 de maio de 2009 | 17h48

Os deputados estaduais opositores da governadora Yeda Crusius (PSDB) iniciaram neste domingo, 10, novas articulações para instalar CPI na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul. O objetivo é investigar supostas práticas de caixa dois e desvio de recursos na campanha tucana ao Palácio Piratini, em 2006, que foram relatadas em reportagem publicada na revista "Veja" desta semana.

 

Veja também:

Gravação compromete governo Yeda

 

Os dez integrantes da bancada petista se reuniram numa sala reservada do Legislativo para estudar meios de coletar as 19 assinaturas necessárias. O deputado Raul Pont (PT) já fala em processo de impedimento.

 

"O diretor de uma das empresas fumageiras admitiu ter doado R$ 200 mil para a campanha de Yeda e apresentou até recibo. Como isso não está registrado no Tribunal Regional Eleitoral (TRE), configura crime eleitoral. O governador do Maranhão perdeu o mandato por muito menos", disse Pont, ao comparar o caso de Yeda Crusius com o do recém-cassado Jackson Lago (PDT-MA).

 

O PT já tentava emplacar a CPI antes mesmo do alvoroço causado pela reportagem no seio político do Estado. Porém, até semana passada, apenas 14 assinaturas tinham sido contabilizadas. Agora, a estratégia é buscar adeptos em outras três siglas. "O PC do B e o PSB já tinham assumido compromisso conosco. Esperamos contar também com o PDT", afirmou Pont.

 

Entretanto, as 19 assinaturas necessárias só serão alcançadas caso todos os deputados destes partidos concordem com a abertura de CPI. A oposição também não descarta a possibilidade de conseguir apoio do Democratas, partido de Paulo Feijó, vice-governador do Estado e desafeto de Yeda Crusius. A bancada é composta por três deputados e, conforme a expectativa da oposição, pelo menos um deles poderá se engajar ao movimento. Caso a tentativa de instalação da CPI tenha êxito, a presidência deve ficar com Stela Farias (PT) ou Daniel Bordignon (PT).

Tudo o que sabemos sobre:
Yeda

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.