Oposição apresenta segunda recursos para investigar Sarney

PSDB prepara recurso contra ações arquivadas por Duque na quarta; PSOL faz reunião para decidir posição

10 de agosto de 2009 | 13h41

A semana no Congresso Nacional começa sem sinais de arrefecimento do confronto entre governistas, que estão garantindo a permanência do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), no cargo, e a oposição, que defende sua saída.

 

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Os dois partidos que tiveram seus processos contra Sarney rejeitados no Conselho de Ética na última quarta-feira, 5, devem entrar já nesta segunda, 10, com recursos contra a decisão.

 

De acordo com um assessor do líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), os recursos ainda estão sendo redigidos, e devem passar pela aprovação do senador antes de serem interpostos. O partido optou por apresentar três recursos diferentes - um para cada denúncia arquivada por Duque na quarta-feira. O prazo para o recurso termina nesta segunda.

 

Já a presidente do PSOL, Heloisa Helena, está reunida com o senador José Nery (PA) para decidir sobre os próximos passos do partido. O PSOL teve duas representações rejeitadas pelo presidente do Conselho de Ética, Paulo Duque (PMDB-RJ) - uma na quarta e a outra na sexta-feira, 7. O partido decide se entrará com os recursos

 

Os recursos devem ser analisados já na quarta-feira, 12, durante reunião do Conselho de Ética em que o presidente do colegiado deve apresentar a decisão sobre se aceita ou se manda para o arquivo a representação do PMDB contra Artur Virgílio (AM).

 

Na semana passada, Duque mandou as 11 denúncias e representações contra o peemedebista para o arquivo e a oposição recorreu da decisão. Duque também sinalizou que poderá acatar a ação contra Virgílio, o que significará uma declaração de guerra. A disputa deverá acabar no plenário do Senado com a Casa dividida. A semana passada se encerrou com senadores que pedem o afastamento de Sarney contabilizando 39 votos dos 81 senadores.

 

O PT decide

 

Com três votos no Conselho de Ética, o comportamento do PT será fundamental, tanto para decidir o futuro de Sarney, quanto para barrar ou permitir o andamento da representação contra Virgílio.

 

Dos 15 integrantes do colegiado, apenas cinco são de partidos da oposição e estão contra Sarney e na defesa de Virgílio. O PT tem três votos e, dependendo do lado que ficar, mudará a questão. As decisões são tomadas pela maioria, ou seja, 8 votos. Os três petistas que deverão votar na reunião são os senadores João Pedro (AM), Delcídio Amaral (MS) e a senadora Ideli Salvatti (SC), líder do governo no Congresso.

 

O líder do PT, senador Aloizio Mercadante (SP), vai reunir a bancada na terça-feira, 11, para discutir a posição que o partido adotará no colegiado.

 

Ele sinalizou defesa ao tucano. O líder petista considera que Virgílio, apesar de ter recebido benefícios indevidamente, questão assumida pelo tucano publicamente, não teve participação nas irregularidades da gestão administrativa do Senado. Na representação do PMDB, Virgílio é acusado de ter mantido um funcionário "fantasma" em seu gabinete, de ter tomado empréstimo do ex-diretor do Senado Agaciel Maia e, ainda, de ter extrapolado o limite do plano de saúde do Senado com tratamento de sua mãe, já falecida.

 

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