Oposição ameaça CPI no Senado para investigar cartões

A oposição reforçou a ameaça de criarno Senado uma CPI para investigar os cartões corporativos, casoo governo não abra mão de cargos de comando da comissão mista,mas há senadores que admitem testar a comissão antes de partirpara outra. "Nós vamos forçar por todos os meios a CPI mista edesejamos que ela funcione", disse o senador Sérgio Guerra(PE), presidente nacional do PSDB, durante encontro devereadores da legenda em São Paulo. "Se o governo não tiver juízo e ficar contra a opiniãopública do país, contra a democracia, contra todos, tudo épossível. Inclusive a CPI só do Senado", acrescentou Guerra. Enquanto o governo tem maioria na Câmara dos Deputados, noSenado ele não tem controle. Parlamentares governistas jáescolheram para presidir a CPI mista o senador Neuto de Conto(PMDB-SC) e como relator o deputado Luiz Sérgio (PT-RJ). O líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), preferecumprir o ritual de instalação e início da CPI antes de partirpara uma comissão em apenas uma Casa. "Não sou a favor de abandonarmos a CPI. Sou a favor detestarmos a maioria (do governo), colocando tudo o que érequerimento indigesto", disse o senador que também participoudo evento. Ele sugere que logo no início dos trabalhos, a oposiçãoinvestigue os cartões corporativos utilizados pela Presidênciae convoque os ministros envolvidos. "Se percebermos que nãoquerem apurar nada, então se iria para uma CPI do Senado",acrescentou. Quanto a uma CPI em São Paulo para investigar o uso decartões de débito pelo governo de José Serra (PSDB), SérgioGuerra afirmou que são duas situações diferentes. "Em Brasília o quadro foi apurado pela Controladoria Geralda União e pelo Tribunal de Contas. Há desajustes,desequilíbrio e irregularidades concretas que já produziram ademissão de uma ministra", disse o senador. Para ele, em São Paulo, não há denúncias concretas. "Nãopodemos trabalhar sobre hipóteses." Virgílio, no entanto, se disse a favor de uma CPI noEstado, se houver um fato determinante. Ele defendeu, ainda,que o governador abra todas as contas do cartão de débito,mesma exigência que o senador faz ao governo Lula em relaçãoaos cartões corporativos.

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