Oposição acusa governo de não priorizar Saúde

Deputados de oposição que avaliaram o projeto governista apresentado ontem criando a Contribuição Social para a Saúde (CSS) acusaram o governo de não priorizar os gastos com a Saúde Pública no País e, por isso, condicionar o cumprimento de obrigações à criação de um novo imposto. "Não cabe pedir uma fonte de recursos para a Saúde. Cabe ao governo oferecer cidadania. O governo está pedindo uma fonte que não vai pôr na saúde", protestou hoje o deputado Dr. Pinotti (DEM-SP)."Não se pede fonte para fazer Fundo Soberano, não se pede fonte para desonerar a Cide, não se pede fonte para pacote de incentivo à indústria, mas para gastar com a Saúde Pública só se tiver fonte. Como se a Saúde fosse um favor e não um direito da população", acrescentou o deputado Rafael Guerra (PSDB-MG), presidente da Frente Parlamentar da Saúde.Guerra criticou ainda o argumento governista de que haverá isenção para os assalariados e aposentados ligados ao Regime Geral da Previdência que recebem até R$ 3.038. "Dizer que isenta é demagogia. Todo mundo paga. O assalariado paga no pão que come, na pasta de dente e em tudo", disse.O líder do DEM, deputado Antonio Carlos Magalhães Neto (BA), afirmou ser preciso deixar claro que o que está se votando é a regulamentação de uma emenda constitucional, a emenda 29. "Ninguém está criando nova despesa. O governo tem de se ajustar para cumprir o que a Constituição determina", ressaltou ACM Neto.

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