Oposição acredita em ''queima de provas''

Rodrigo Maia, do DEM, quer investigação sobre omissão de informações de suposto encontro

Mariângela Gallucci, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

26 de agosto de 2009 | 00h00

O presidente do DEM, deputado Rodrigo Maia (RJ), pediu ontem ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, que investigue se o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Jorge Felix, omitiu informações sobre a suposta reunião ocorrida no final do ano passado entre a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, e a ex-secretária da Receita Federal, Lina Vieira. Segundo Lina, o assunto do encontro teriam sido investigações da Receita em empresas da família do presidente do Senado, José Sarney. Maia decidiu acionar o procurador após o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) ter divulgado uma nota na qual afirmou que não existem registros do encontro. Dias antes, o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO) tinha enviado um requerimento de informação a Dilma Rousseff solicitando dados da agenda oficial da ministra e as gravações do circuito interno e externo do Palácio do Planalto, que monitoram o acesso de veículos e pessoas ao prédio. Segundo o GSI, o período médio de armazenamento de imagens é de 30 dias. O presidente do DEM desconfia que tenha ocorrido uma queima de provas. Se isso de fato aconteceu, ele sustenta que podem ter sido cometidos "ao menos em tese" os crimes de supressão de documento e extravio, sonegação ou inutilização de livro ou documento. "O fato é que, segundo a versão contida na nota do GSI, o registro da entrada e da saída da ex-secretaria da Receita Federal do Palácio do Planalto, nos meses de novembro e dezembro de 2008, simplesmente não existe!", sustenta Maia. "Donde ser possível cogitar que os registros contendo a visita da ex-secretária da Receita Federal à ministra-chefe da Casa Civil (cuja veracidade foi reforçada na audiência pública do Senado Federal) hajam sido propositadamente apagados, uma vez que, segundo a nota do GSI, há, de fato, registros dos meses de novembro e dezembro de 2008, mas deles surpreendentemente não constam o nome da sra. Lina Maria Vieira", concluiu o presidente do DEM.

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