Oposição a Yeda precisa de 9 assinaturas para CPI

No primeiro dia de coleta, a bancada de oposição na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul conseguiu hoje apenas 10 das 19 assinaturas que precisa para abrir uma comissão parlamentar de inquérito para investigar denúncias de corrupção no governo de Yeda Crusius (PSDB). O placar não é definitivo, mas dá fôlego ao Executivo, que pediu que sua base, formada por ampla maioria, rejeitasse a proposta liderada pelo PT.

ELDER OGLIARI, Agencia Estado

12 de maio de 2009 | 19h45

Os dois deputados do PSB prometem se juntar aos nove do PT e um do PC do B que assinaram o requerimento. A maioria dos seis integrantes da bancada do PDT está propensa a assinar. Se o partido aderir em bloco, faltará apenas mais uma adesão, que os autores da proposta acreditam poder garimpar entre os parlamentares do DEM e do PTB.

O requerimento propõe a investigação de irregularidades em obras viárias e de saneamento que a Operação Solidária da Polícia Federal apura em segredo, possíveis conexões dessa investigação com o desvio de R$ 44 milhões do Detran descoberto pela Operação Rodin e a denúncia de que a governadora teria usado sobra de campanha para pagar parte do imóvel que adquiriu em 2006, feita pelo PSOL, que não tem representantes na Assembleia, em fevereiro deste ano. A oposição, que já falava em CPI, ampliou sua mobilização no final de semana, quando uma matéria da revista "Veja" reforçou a denúncia do PSOL.

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