Operação Timbó desloca 6.500 militares para Amazônia

Desde terça-feira, cerca de 6.500 homens do Exército, Marinha e Aeronáutica estão integrados numa operação militar de treinamento na Amazônia. Batizada de Operação Timbó 2, é um exercício voltado para guerra nas fronteiras do Brasil com Venezuela, Colômbia, Peru e Bolívia.A operação estende-se deste a Serra do Tapirapecó, no Amazonas, até Triunfo, no Acre, e tem como prioridade: vigilância nas fronteiras, patrulhamento das calhas dos rios e fiscalização dos transportes.Esse tipo de exercício é dos mais complicados em termos de logística na Floresta Amazônica. Para se ter uma idéia do tamanho da dificuldade, a área a ser explorada pelas tropas em mobilização é de, aproximadamente, 1 milhão de quilômetros quadrados.A distribuição de soldados e equipamentos por tal extensão territorial requer, entre outras coisas, perfeito entrosamento entre as forças envolvidas.Alguns pontos foram explorados nesse treinamento. Em ação conjunta, soldados do Exército, Marinha e Aeronáutica simularam a tomada do porto da Petrobras em Coari (AM), que fica a 370 quilômetros de Manaus. Esta ação exemplifica bem o conceito da operação, que é treinar as tropas.O Porto da Petrobras tem grande importância estratégica na região, pois é por ele que é escoado todo o petróleo e gás de cozinha extraído da Província Petrolífera de Porto Urucu, de responsabilidade da Petrobras.Nesta operação em Coari, todas as forças envolvidas no treinamento foram usadas, visando treinar, principalmente, o comando combinado entre elas.Além de treinar as tropas, a Operação Timbó está realizando um trabalho revisão no setor de patrulhamento e vigilância da fronteira brasileira. Para isso, está contando com a colaboração da Polícia Federal, do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e da Fundação Nacional do Índio (Funai).

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