Fábio Motta/Estadão
Fábio Motta/Estadão

Retirada de avião do mar em Paraty será retomada neste domingo

Custos da operação serão arcados pelo grupo Emiliano, cujo proprietário, Carlos Alberto Filgueiras, morreu no acidente com Teori Zavascki

Fábio Grellet, Enviado especial

22 de janeiro de 2017 | 10h43

PARATY (RJ) - A operação para retirar do mar o avião que transportava o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki deve ser retomada na manhã deste domingo, 22, agora sob responsabilidade de uma empresa particular especializada nesse tipo de serviço. 

Uma barca que saiu de Niterói, na Região Metropolitana do Rio, no início da noite de sábado, 21, está a caminho da área onde caiu o avião, a dois quilômetros de Paraty. Quando chegar, a embarcação vai transportar os destroços da aeronave até Angra dos Reis, que por terra fica a 94 quilômetros de Paraty. Em Angra, a aeronave será transferido para um caminhão e segue até a Base Aérea do Galeão, na zona norte do Rio.

A previsão era de que a barca chegasse ao local onde está o avião às 6h deste domingo, mas até às 10h ela ainda não estava lá. Segundo agentes da Marinha, esse atraso é normal devido às condições de navegação.

Custos. O resgate da aeronave ficou a cargo do grupo hoteleiro Emiliano, cujo proprietário, Carlos Alberto Filgueiras, também faleceu no acidente. O Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa), órgão da Aeronáutica responsável pela principal investigação sobre as causas da tragédia, fez as primeiras intervenções e constatou que a operação será mais complexa do que se supunha.

"Nossa primeira missão sempre é resgatar as vítimas, o que concluímos ontem (sexta-feira, 20). A segunda prioridade é encontrar o gravador de voz, o que também já fizemos, e a terceira é estabilizar a aeronave, evitando que as condições para a retirada dela piorem", afirmou neste sábado, 21, o tenente-coronel aviador Edson Amorim Bezerra, responsável pela investigação sobre a queda do avião.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.