Operação padrão provoca filas em aeroporto do RS

A greve com operação-padrão dos agentes da Polícia Federal e dos policiais rodoviários federais provocou filas de passageiros no Aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, e de automóveis na BR-290, em Gravataí, na região metropolitana da capital gaúcha, nesta quinta-feira.

ELDER OGLIARI, Agência Estado

16 de agosto de 2012 | 19h37

A mobilização tenta conquistar reposições salariais e chamar a atenção do governo federal para a necessidade de contratação de pessoal para a prestação adequada dos serviços das duas categorias à população, segundo justificativa de lideranças sindicais. Outras áreas do funcionalismo público também estão em greve.

A greve dos agentes da Polícia Federal em áreas burocráticas, como a emissão de passaportes, permitiu a transferência de pessoal para o aeroporto. Das 6 horas às 16h30min, a equipe reforçada fiscalizou bagagens e documentos dos passageiros que embarcaram em parte dos voos que saiu de Porto Alegre. Em diversos momentos, o saguão ficou tomado por filas de passageiros.

A situação dos voos informada pela Infraero indicou que das 78 saídas programadas para o período das 6 horas às 17 horas, duas foram canceladas, quatro tiveram atrasos superiores a uma hora, oito sofreram atrasos superiores a 30 minutos, e as demais foram consideradas pontuais, com atrasos ou adiantamentos de poucos minutos. O placar das chegadas foi semelhante. Das 65 programadas para o mesmo período, duas foram canceladas, três tiveram atraso superior a uma hora e duas superior a 30 minutos, enquanto as demais ficaram próximos dos horários.

Estradas

Os servidores da Polícia Rodoviária Federal iniciaram sua greve nesta quinta-feira suspendendo atendimentos que não fossem de urgência e programando operações-padrão para o Quilômetro 70 da BR-290, em Gravataí, e estradas próximas à fronteira com o Uruguai, no sul do Estado. Durante um período do dia, agentes pararam todos os veículos que trafegavam pelas rodovias para revistar cargas e revisar documentos. Em Gravataí, a mobilização durou quase duas horas, na metade da tarde, e provocou um congestionamento de cerca de quatro quilômetros.

Ao mesmo tempo em que tentam dar visibilidade ao movimento, para pressionar o governo, os policiais rodoviários federais destacam que estão atentos ao controle da criminalidade. Por isso, anunciam que promoverão várias operações-padrão em locais e horários não divulgados, nos próximos dias, com o objetivo é evitar que pessoas mal-intencionadas tentem aproveitar a greve para trafegar com cargas ilícitas. "A Polícia Federal é a que mais apreende drogas e nossas ações de fiscalização, mesmo neste momento, vão dar segurança mínima à população", explicou o presidente do Sindicato dos Policiais Rodoviários Federais do Rio Grande do Sul, Francisco Von Kossel.

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