Operação no Rio prende seis acusados de fraudes no INSS

Em mais uma ação da Força Tarefa Previdenciária foram presas nesta segunda-feira, no Rio de Janeiro, seis pessoas acusadas de fraudar o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Segundo a Previdência Social, a quadrilha atuava na agência do INSS de Irajá e era composta por servidores, advogados e ex-funcionários. Eles são acusados de conceder benefícios fraudulentos mediante pagamento. A Previdência Social ainda não tem a estimativa do prejuízo, mas um levantamento parcial feito às pressas constatou que pelo menos 30 benefícios foram concedidos indevidamente. Entre os presos estão os servidores Edson Portella de Azevedo, Flávio Bruno e Nilza Reis, que já foi chefe do setor de benefícios da agência de Irajá. Os acusados responderão pelos crimes de formação de quadrilha, inserção de dados falsos no sistema de informações da Previdência Social e estelionato.A quadrilha usava os serviços de intermediários que aliciavam clientes que queriam se aposentar. Como intermediárias atuavam Edna Fonseca Afonso, Elizabeth Calmon Gomes Magalhães e Lúcia Catarina Rodrigues Salles, que também estão presas. A operação, chamada de Saia Justa, realizou busca a apreensão de documentos na agência de Irajá e também nas residências dos acusados.A Força Tarefa Previdenciária conta com a participação de servidores do INSS, Ministério Público e Polícia Federal. Na lista das irregularidades praticadas está a inclusão de vínculos empregatícios inexistentes, o aumento do tempo de serviço, atribuição indevida de atividade em condições insalubres e concessão de aposentadoria a quem não possuía a idade mínima para obter o benefício proporcional.

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