Operação Navalha: MPF-SE denuncia dono da Gautama

Interceptações telefônicas mostram que Zuleido Veras teria pago propinas a um superintendente da PF

SOLANGE SPIGLIATTI, Agencia Estado

02 de fevereiro de 2009 | 11h54

O Ministério Público Federal (MPF) em Sergipe denunciou, na sexta-feira, o empresário Zuleido Veras e outras cinco pessoas, a partir de um desdobramento das investigações da Operação Navalha, que desmantelou um esquema de fraudes em licitações de obras públicas. Segundo o órgão, interceptações telefônicas realizadas com autorização judicial mostram que o empresário, dono da Construtora Gautama, pagou propinas ao então superintendente da Polícia Federal (PF) em Sergipe Rubem Paulo de Carvalho Patury Filho. Ficou comprovado, de acordo com o MPF, que Zuleido deu R$ 7 mil reais a Patury, mediante depósito na conta bancária de sua esposa, para custear o coquetel de sua posse em Sergipe. Ele ainda teria tornado a lhe conceder vantagens financeiras durante o ano de 2006, quando Patury tentava se candidatar a deputado estadual no Tocantins. Realizada em 2007, a Operação Navalha resultou na prisão do conselheiro do Tribunal de Contas (TC) Flávio Conceição. As investigações demonstraram um esquema de corrupção liderado por Zuleido com ramificações em Sergipe e em outros Estados. A Gautama vinha executando as obras da Adutora do São Francisco, consideradas irregulares pela Controladoria-Geral da União (CGU), que estimou em mais de R$ 170 milhões o prejuízo causado ao erário.Foram denunciados, além de Zuleido e Patury, a esposa do superintendente, Magna Soraya da Silva Patury; o empregado da Gautama Florêncio Brito Vieira e os lobistas Francisco de Assis Borges Catelino e o delegado aposentado da (PF) Joel Almeida de Lima.

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