Operação não tem relação com doações eleitorais, diz Tarso

O ministro da Justiça, Tarso Genro, afirmou nesta quinta-feira, 12, que a investigação da Polícia Federal que resultou na Operação Águas Profundas não tem relação com doações eleitorais das empresas envolvidas no esquema de corrupção que funcionava dentro da Petrobras. Os estaleiros aparecem como financiadores de campanhas de parlamentares petistas."A Polícia Federal não investiga partidos ou contas de campanha. A Polícia Federal investiga delitos", disse o ministro, após inaugurar um centro de inteligência na Secretaria de Segurança Pública do Rio, no centro da cidade.Tarso ressaltou a importância da colaboração da direção da Petrobras com a investigação. "O presidente Lula tem uma postura de intolerância com a corrupção. A Petrobras personificou isso", afirmou.O ministro comentou ainda as denúncias da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), baseada no laudo de um perito independente, de que houve execuções entre os 19 mortos da megaoperação da polícia do Rio no Complexo do Alemão, no dia 27 de junho.Para Tarso, as informações levantadas pela OAB merecem consideração por parte do governo do Estado do Rio, tendo em vista os serviços já prestados pela entidade em situações parecidas. "Os relatórios que estão sendo feitos certamente serão considerados pelas autoridades estaduais", disse ele, ressaltando que essa é uma questão estadual.

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