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Operação Métis foi acelerada por causa de vazamento

Antes mesmo de as prisões serem autorizadas pela Justiça Federal, advogados do Legislativo estiveram na 10ª Vara Federal, em Brasília, em busca de informações sobre o caso

Fábio Fabrini, O Estado de S.Paulo

21 de outubro de 2016 | 14h43

BRASÍLIA - A Operação Métis, deflagrada nesta sexta-feira, 21, foi acelerada diante de evidências de que a investigação vazou para o Senado. Antes mesmo de as prisões serem autorizadas pela Justiça Federal, advogados do Legislativo estiveram na 10ª Vara Federal, em Brasília, em busca de informações sobre o caso e apresentaram requerimento de dados sobre o inquérito à Polícia Federal.

Diante da investida dos advogados, o juiz Vallisney de Souza Oliveira decidiu autorizar as quatro prisões temporárias na noite de quinta-feira. Pouco antes, o Ministério Público Federal deu parecer favorável ao pedido, feito pela PF. Os investigadores suspeitam que os policiais legislativos souberam da investigação valendo-se de estratégias de contrainteligência.

Métis. A Operação Métis, deflagrada na manhã desta sexta-feira no Senado, prendeu quatro agentes da Polícia Legislativa por suspeita de atrapalhar as investigações da Operação Lava Jato e em outras ações da Federal. Segundo delação premiada de um policial ao Ministério Público Federal, os senadores Fernando Collor (PTB), Edison Lobão (PMDB) e o ex-presidente José Sarney teriam sido beneficiados pela ação do grupo detido

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