Operação da PF prende 9 acusados de fraudar Previdência

Nove pessoas envolvidas num esquema de fraudes contra a Previdência Social foram presas hoje durante a Operação Midas, uma força-tarefa para combater fraudes contra a Previdência, composta pelo Ministério da Previdência Social (MPS), Polícia Federal e Ministério Público Federal. Todos são acusados de facilitar a liberação indevida de Certidões Negativas de Débito (CND) para empresas devedoras da Previdência Social e de fazer advocacia administrativa para as mesmas empresas. O juiz da 5ª vara federal de Mato Grosso, José Pires da Cunha, expediu 13 mandados de prisão e busca e apreensão em 20 localidades nos Estados de Mato Grosso, São Paulo, Goiás, Paraná, Santa Catarina e Mato Grosso do Sul.No primeiro dia da operação, foi preso o procurador-chefe da Procuradoria Federal Especializada do INSS em Mato Grosso, Álvaro Marçal Mendonça. Ele é acusado de facilitar a liberação indevida de certidões negativas para empresas devedoras da Previdência Social. As certidões eram utilizadas para participação em licitações e para a obtenção de financiamentos junto a entidades governamentais.O grupo, acusado de corrupção passiva, lavagem de dinheiro, formação de quadrilha e tráfico de influência, era integrado por empresários, advogados e intermediários.Além de Mendonça, preso em Itajaí (SC), onde participava de um congresso de procuradores, foram detidos em Mato Grosso Vandimilso Miguel dos Anjos, Joel de Barros Fagundes Filho, Cleber de Almeida Bastos, e James Santos Funaro. Em Itu (SP), a força-tarefa conseguiu prender Heribaldo Menezes de Santana. Em Dourados (MS), Luiz Fabiano Arantes Cassulino, e, em Goiânia (GO), Alessandro Bernardes Machado e Rodrigo Jorge.Em Mato Grosso, até o final da tarde de hoje a PF apreendeu documento em uma das lojas da rede de supermercados Modelo, na cidade de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. Suspeita-se que a rede Modelo tenha conseguido certidões negativas junto ao procurador-chefe do INSS. A empresa nega a acusação.Só no Estado, o total de dívidas de empresas acusadas (os nomes não foram revelados) com a Previdência chega a R$ 6 milhões. Segundo a delegada Mirângela Batista Leite, chefe da divisão de repressão a crimes previdenciários da PF, vão ocorrer 19 força-tarefa em todo o País para o cumprimento de mandados de prisão, além de buscas e apreensões.De acordo com a Assessoria de Imprensa da PF, todos os acusados presos fora do Estado de Mato Grosso e o material apreendido na Operação Midas serão transferidos para a superintendência em Cuiabá.

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