Operação combate desvio de verbas em Alagoas

A Polícia Federal, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) realizam hoje operação conjunta para desarticular suposto esquema de desvios de recursos federais no município alagoano de Traipu. De acordo com a CGU, o esquema envolveria, além do prefeito e da primeira-dama da cidade, dois secretários, um ex-secretário municipal e três seguranças do prefeito. Os desvios de verbas destinadas à educação chegariam a R$ 8,2 milhões.

AE, Agência Estado

20 Setembro 2011 | 12h39

A operação visa à prisão preventiva de oito pessoas: o prefeito, Marco Antônio dos Santos, a primeira-dama, Juliana Kummer, dois secretários e um ex-secretário, além de três seguranças do prefeito. Além da prisão temporária do tesoureiro do município. Serão cumpridos ainda 16 mandados de busca e apreensão em 13 residências e em três órgãos da prefeitura.

A ação, denominada Operação Tabanga, é desdobramento da Operação Mascotch, realizada em março deste ano para investigar um esquema de desvios de recursos da merenda escolar em 13 municípios alagoanos, incluindo Traipu. Segundo as investigações feitas na época, os envolvidos se apropriariam dos recursos para fazer compras pessoais de itens como uísque, vinho e ração para cachorro.

Na atual operação, fiscalizações feitas pela CGU apontaram indícios de desvios de R$ 8,2 milhões de recursos do Fundeb e do Programa de Transporte Escolar, entre 2007 a 2010. Dentre as irregularidades constatadas, verificou-se a existência de indícios de licitações simuladas, de pagamentos por serviços não realizados e de simulação de prestações de contas.

Três das pessoas que podem ser presas hoje foram presas também na operação Mascotch: a primeira-dama de Traipu, Juliana Kummer, o secretário de Compras do município, Charles Douglas Amaro Costa, e o ex-secretário de Administração, Francisco Albuquerque dos Santos. As informações são da assessoria de imprensa da Controladoria-Geral da União

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