Onyx explica indicação de Feijó

Líder no DEM defende vice que jogou tucanos na crise

Christiane Samarco, O Estadao de S.Paulo

17 de junho de 2008 | 00h00

Padrinho do ingresso do empresário Paulo Feijó no mundo da política e na composição da chapa com a tucana Yeda Crusius em 2006, que venceu a disputa ao governo do Rio Grande do Sul, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS) admite que o feitiço virou contra o feiticeiro.No mesmo dia em que Feijó decidiu revelar para a oposição na Assembléia Legislativa as conversas que ele gravara com autoridades do governo gaúcho para fundamentar suas denúncias de corrupção, o presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), desembarcava em Porto Alegre para tentar convencer o tucanato local a fechar aliança com o DEM na briga pela prefeitura. "O maior prejudicado nesta história toda fui eu", lamentou, diante da operação abortada pela ação do vice-governador.Yeda responsabiliza Onyx, presidente do DEM gaúcho, pela inclusão de Feijó na chapa. Conta que chegou a pedir ao partido que trocasse o vice, mas seu apelo foi ignorado pelo deputado. Onyx confirmou ontem que se recusou a fazer a troca de nome, mas disse que a história não é bem assim.Afirmou que Feijó só foi parar na vaga de vice-governador para ajudar o PSDB e incorporar o PPS, que exigia a vice para se manter na aliança. "Se dependesse de nós, o Paulo continuaria candidato a senador, que é o que ele queria inicialmente", insistiu o deputado, acrescentando que "foi o marqueteiro da Yeda, Chico Santa Rita, quem sugeriu este vice, reconhecido como administrador competente". E prosseguiu: "Comparando o Rio Grande do Sul com São Paulo, eu diria que Feijó é uma espécie de Guilherme Afif dos pampas, de relevância no cenário empresarial."Onyx contou que na eleição a chapa PSDB-DEM saiu do terceiro lugar e conseguiu chegar na frente no primeiro turno. ''Não tem na história nenhuma troca de vice que ganhou no primeiro turno, e não existe isto de político gaúcho desistir da eleição no meio do caminho", argumentou. Ele alegou ainda que não podia concordar com a saída de Feijó porque, a seu ver, a troca do vice implicava correr risco de perder a eleição.

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