Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Onyx diz que governo tem 'confiança' em Flávio Bolsonaro

Ministro da Casa Civil afirmou que governo tem total tranquilidade e confiança no senador do PSL; na segunda, a Justiça determinou quebra de sigilo bancário do parlamentar

Julia Lindner e Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

14 de maio de 2019 | 16h56

BRASÍLIA - O ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, afirmou que o governo confia no senador Flavio Bolsonaro (PSL-RJ), depois que a Justiça do Rio de Janeiro autorizou a quebra dos sigilos bancário e fiscal de um dos filhos do presidente Jair Bolsonaro. Para ele, a decisão não afeta a imagem da atual gestão "de jeito nenhum". 

"Primeiro, isso foi no âmbito da Justiça do Rio de Janeiro. Acho que é uma questão que tem de ser resolvida dentro do processo que está em aberto. O governo tem uma agenda que está dada para o Brasil. Temos total tranquilidade e temos confiança no Flávio e certeza de que o governo está conduzindo o trabalho", disse Onyx.

Na segunda, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) afirmou que o senador tem direcionado seus esforços para tentar interromper investigações sobre movimentações financeiras atípicas em seu gabinete de deputado estadual no Rio e se recusa a prestar esclarecimentos aos procuradores embora já tenha sido convidado diversas vezes.

A nota oficial do MP foi divulgada em resposta a uma entrevista exclusiva concedida pelo senador ao Estado. Na entrevista, Flávio afirma que “há grande intenção de alguns do Ministério Público de me sacanear, de mais uma vez colocar em evidências coisas que não fiz”. 

Além disso, o juiz Flavio Itabaiana de Oliveira Nicolau, da 27.ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça, autorizou a quebra de sigilo bancário de familiares de Flávio e Queiroz e de outras pessoas que trabalharam com o então deputado estadual. Pela decisão, serão vasculhadas as contas da mulher do senador, Fernanda Bolsonaro, e de uma empresa deles, a Bolsotini Chocolates e Café Ltda.

As duas filhas de Queiroz, Nathalia e Evelyn, além da mulher dele, Márcia, também terão suas movimentações bancárias investigadas. Outros 88 ex-funcionários do gabinete de Flávio, da época em que ele era deputado estadual no Rio, também terão dissecadas suas contas bancárias. Entre eles, estão Danielle Nóbrega e Raimunda Magalhães, irmã e mãe do ex-PM Adriano Magalhães da Nóbrega, apontado como um dos chefes do Escritório do Crime, uma das principais milícias do Rio. 

Veja a entrevista de Flávio Bolsonaro ao Estado

Notícias relacionadas
    Tudo o que sabemos sobre:
    Onyx LorenzoniJair Bolsonaro

    Encontrou algum erro? Entre em contato

    Tendências:

    O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.