Kena Betancur/EFE
Kena Betancur/EFE

'ONU, não deixe que nova guerra se dê no mundo cibernético', diz Dilma

Presidente reiterou críticas à espionagem americana e defendeu maior regulação da rede para evitar conflitos entre países antes de falar a investidores em Nova York

Ricardo Della Coletta, Agência Estado

25 de setembro de 2013 | 17h46

Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira, 25, Dilma voltou a adotar um tom duro sobre as denúncias de espionagem norte-americana no Brasil e defendeu a necessidade de melhor regulamentação da internet. "Nenhum governo pode transigir com os direitos civis e com a privacidade da sua população e tampouco pode negociar a sua soberania", afirmou a presidente, pouco antes de participar de um encontro com investidores em Nova York.

"Sempre colocamos que era necessário, para tratar do que tinha ocorrido, desculpas; e para tratar do futuro, uma clara determinação de não acontecer", complementou a presidente.De acordo com Dilma, a proposta que o Brasil deve levar aos fóruns internacionais diante da questão da espionagem terá como base a lei do marco civil da internet, atualmente em tramitação no Congresso.

Ela reafirmou ainda que o governo vai defender a armazenagem da dados no País. "Para nós é importante que os dados que dizem respeito ao Brasil sejam arquivados e mantidos em bases de dados dentro do País", afirmou.

Ao levar a questão aos fóruns internacionais, Dilma afirmou que o Brasil não está "pedindo a interferência da ONU", ou mesmo que a organização controle a rede. "Não concordamos com esse tipo de controle. Estamos dizendo: ONU, preserve a segurança, não deixe que a nova guerra se dê dentro do mundo cibernético, com hackers e tudo", concluiu Dilma.

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